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Saúde Mental

Achei que era infarto, era pânico: a mudança para a Espanha e o corpo de Marcelo

Foto de Wenner Daniele, psicóloga clínica CRP 24/01431Por Wenner Daniele · CRP 24/01431
Atualizado em 17 de setembro de 2026 14 min de leitura
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O coração dispara, o peito aperta, e o pensamento é sempre o mesmo: isto é o fim.

Existe um tipo de medo que chega sem aviso e que, justamente por isso, costuma ser confundido com o pior cenário possível. Na prática clínica, uma situação que aparece com frequência entre brasileiros que vivem no exterior é a seguinte: a pessoa está fazendo algo absolutamente comum, como lavar louça, esperar o metrô ou simplesmente sentada no sofá, quando o coração começa a disparar, o peito aperta, falta o ar e um pensamento invade tudo: isto é um infarto. Foi assim com Marcelo.

Este é um caso clínico ilustrativo, construído a partir de situações que podem aparecer na prática psicoterapêutica. Nome, idade e alguns detalhes foram alterados para preservar a confidencialidade.

Marcelo tinha 33 anos quando se mudou de São Paulo para Madri, para assumir um cargo em uma empresa de tecnologia. Nos primeiros meses, tudo parecia seguir dentro do esperado. Havia cansaço, claro, e também a solidão de quem ainda não tinha construído uma rede de amigos, mas nada que ele associasse a algum tipo de sofrimento psicológico.

Fonte: OMS — Transtornos de ansiedade (fact sheet).

Numa noite qualquer, sentado no sofá do apartamento novo, Marcelo sentiu o coração acelerar de forma súbita. Em segundos, o peito ficou apertado, as mãos formigaram, a respiração ficou curta e ofegante, e uma sensação de tontura tomou conta dele. O pensamento que veio junto foi imediato e absoluto: vou morrer agora, sozinho, num país onde ninguém vai me encontrar a tempo. Ele foi levado às pressas para o hospital mais próximo. Os exames, incluindo eletrocardiograma e marcadores cardíacos, vieram normais. O médico espanhol disse a ele, em um espanhol misturado de inglês, que aquilo parecia ter sido "un ataque de ansiedad". Marcelo voltou para casa confuso, sem entender como algo tão físico, tão real, podia não ser cardíaco.

Fonte: APA — Terapia cognitivo-comportamental (TCC).

Nas semanas seguintes, as crises se repetiram. Sempre o mesmo roteiro: coração acelerado, aperto no peito, falta de ar, medo de morrer. Cada vez, ele corria para o hospital, temendo que desta vez fosse mesmo o coração. Foi depois da quarta ida à emergência, já orientado por um cardiologista de que seu coração estava perfeitamente saudável, que Marcelo procurou ajuda psicológica.

Os sintomas físicosda ansiedade relatados por Marcelo (palpitações, aperto no peito, falta de ar, tontura, formigamento, sudorese) são, de fato, os mesmos que costumam levar uma pessoa a suspeitar de um problema cardíaco. Essa sobreposição não é coincidência nem exagero de quem vive a crise. Ela tem uma explicação fisiológica bastante concreta, e é justamente por isso que tantas pessoas, como Marcelo, acabam em prontos-socorros antes de chegar a um consultório de psicologia.

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Por que uma crise de pânico pode parecer um infarto?

O corpo humano tem um sistema de resposta a ameaças que não faz distinção entre um perigo real, como um carro vindo em disparada, e um perigo interpretado como tal, mesmo quando não existe ameaça concreta nenhuma. Quando esse sistema é ativado, ele prepara o corpo para lutar ou fugir: o coração bate mais rápido para levar sangue aos músculos, a respiração acelera para captar mais oxigênio, o suor aumenta para regular a temperatura, e há uma sensação de tontura porque, temporariamente, o fluxo sanguíneo é redirecionado para as áreas consideradas prioritárias pelo cérebro naquele momento. Essas sensações, sentidas isoladamente, são praticamente indistinguíveis das que ocorrem em um evento cardíaco real.

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O que acontece no corpo durante uma crise de pânico?

Um dos modelos mais estudados sobre o transtorno de pânico é conhecido como modelo da má interpretação catastrófica. Segundo esse modelo, o que sustenta o pânico não é apenas a sensação corporal em si, mas a maneira como ela é interpretada. Um coração acelerado pode significar, para a maioria das pessoas, "subi uma escada rápido demais" ou "bebi café demais". Para quem está desenvolvendo um padrão de pânico, aquele mesmo coração acelerado passa a significar "vou ter um ataque cardíaco" ou "vou morrer agora".

Uma metanálise publicada em 2018 por Ohst e Tuschen-Caffier, reunindo sete estudos que compararam pacientes com transtorno de pânico, pacientes com outros transtornos de ansiedade e pessoas sem diagnóstico algum, encontrou algo relevante: a tendência a interpretar sensações corporais de forma catastrófica não é apenas mais forte em pessoas com pânico do que em pessoas saudáveis, mas também mais forte do que em pessoas com outros transtornos de ansiedade. Isso sugere que essa má interpretação das sensações do corpo é uma característica bastante específica do pânico, e não apenas um traço geral de quem sofre de ansiedade. Em outras palavras: não é que Marcelo estivesse simplesmente "muito ansioso". Havia um mecanismo específico operando, um jeito particular de o cérebro dele ler os sinais do próprio corpo como sinais de catástrofe iminente.

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O que acontece no cérebro durante uma crise de pânico?

Do ponto de vista da neurociência, o pânico envolve o que alguns pesquisadores chamam de rede do medo, um circuito que inclui estruturas como a amígdala, o hipocampo, o hipotálamo e regiões do tronco encefálico, incluindo a substância cinzenta periaquedutal. Essa rede é responsável por detectar ameaça e disparar respostas de alarme rapidamente, muitas vezes antes mesmo de o pensamento consciente conseguir avaliar se a ameaça é real.

Um estudo conduzido por Sakai e colaboradores, publicado em 2006 na revista NeuroImage, acompanhou pacientes com transtorno de pânico antes e depois de um período de terapia cognitivo-comportamental, usando tomografia por emissão de pósitrons para observar o metabolismo cerebral. Os pesquisadores encontraram algo interessante: nos pacientes que melhoraram com o tratamento, houve uma redução do metabolismo no hipocampo direito e em regiões do tronco encefálico, ao mesmo tempo em que aumentava a atividade em áreas do córtex pré-frontal medial, região relacionada à regulação das emoções. Ou seja, a melhora clínica não aconteceu apenas "na cabeça" no sentido figurado, ela correspondeu a mudanças mensuráveis em como o cérebro processava a ameaça.

Outro estudo, conduzido por Reinecke e colaboradores em 2014, investigou o que poderia prever uma resposta rápida ao tratamento, já que os pesquisadores trabalharam com apenas quatro sessões de terapia baseada em exposição. Eles observaram que pacientes com maior ativação da ínsula, região ligada à percepção das sensações internas do corpo, e do córtex pré-frontal dorsolateral, envolvido no processamento e na regulação de estímulos ameaçadores, tendiam a responder melhor e mais rapidamente ao tratamento. Isso indica algo relevante clinicamente: processar de forma completa o medo, em vez de evitá-lo ou se distrair dele, parece ser parte do que torna a psicoterapia eficaz.

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A mudança para outro país pode contribuir para o surgimento ou aumento da ansiedade?

A resposta, segundo a experiência clínica e a literatura disponível, é sim, embora o caminho não seja sempre linear nem óbvio. Existe uma quantidade relevante de pesquisa voltada para populações de refugiados e solicitantes de asilo, que vivem uma experiência migratória diferente da de Marcelo, marcada por deslocamento forçado. Ainda assim, uma revisão sistemática publicada em 2020 por Gleeson e colaboradores, que analisou vinte e dois estudos sobre fatores pós migratórios e saúde mental, aponta mecanismos que, guardadas as devidas diferenças de contexto, também aparecem na experiência de quem migra por escolha própria: o enfraquecimento da rede de apoio social, o isolamento e a dificuldade de reconstruir vínculos no novo país estiveram entre os fatores mais consistentemente associados a sofrimento psicológico entre as populações estudadas.

No caso de brasileiros que se mudam para países como a Espanha por motivos profissionais, o deslocamento é voluntário e, muitas vezes, desejado. Isso não torna a experiência imune ao impacto psicológico da mudança. O corpo e a mente não registram apenas "o que eu escolhi", registram também "o que eu perdi": a rotina conhecida, os laços afetivos próximos, a língua em que dói menos se expressar, a sensação de previsibilidade do dia a dia.

Por que os sintomas podem aparecer depois de meses da mudança?

Um dos pontos que mais confundem quem vive essa experiência é justamente o tempo. Marcelo não teve sintomas no primeiro mês, quando a mudança ainda era uma novidade cheia de adrenalina e decisões práticas para resolver. Os sintomas vieram depois, quando a rotina já estava relativamente estabelecida.

Isso não é incomum. Enquanto há tarefas concretas para resolver (encontrar apartamento, abrir conta em banco, aprender o caminho até o trabalho), o sistema nervoso costuma permanecer em um estado de alerta funcional, mobilizado para a ação. É quando essa mobilização diminui, quando a vida cotidiana volta a ter espaços vazios, que o corpo muitas vezes "aproveita" para expressar aquilo que vinha sendo represado. Não é incomum, na prática clínica, ouvir de pacientes que a crise apareceu justamente quando "as coisas já estavam ficando mais tranquilas".

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Como estresse, adaptação, solidão e distância da rede de apoio podem participar desse processo?

Marcelo tinha amigos em São Paulo com quem podia ligar a qualquer hora, uma mãe que morava a poucos quilômetros e um ritual de futebol de quinta-feira à noite que, sem perceber, funcionava como uma válvula de escape emocional. Em Madri, nada disso existia ainda. O trabalho ocupava as horas do dia, mas as noites e os fins de semana, sem uma rede afetiva construída, ficavam preenchidos por um silêncio que ele descreveu, na primeira sessão, como "estranho, tipo eu não sei o que fazer comigo mesmo aqui".

Esse tipo de solidão relacional, muito comum entre brasileiros recém-chegados ao exterior, tende a operar como um estressor crônico de baixa intensidade, silencioso, que vai se acumulando sem que a pessoa perceba claramente sua origem. E é justamente esse tipo de tensão mantida, somada a uma predisposição individual, que pode preparar terreno para que o sistema de alarme do corpo dispare de forma mais sensível e frequente.

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Por que surge o medo de ter uma nova crise?

Depois da primeira crise, algo mudou na relação de Marcelo com o próprio corpo. Ele passou a monitorar constantemente as batidas do coração, a prestar atenção em qualquer variação da respiração, a evitar exercícios físicos por medo de que a aceleração cardíaca do esforço desencadeasse outra crise. Esse medo de ter uma nova crise, conhecido na literatura como ansiedade antecipatória, é, para muitos pacientes, ainda mais limitante do que a própria crise em si, porque passa a operar continuamente, e não apenas nos momentos de pânico.

Como a atenção excessiva às sensações do corpo pode manter o ciclo do pânico?

Aqui está um dos pontos centrais para compreender por que o pânico tende a se manter, e não simplesmente desaparecer com o tempo. Quando alguém começa a monitorar de perto as próprias sensações corporais, esse monitoramento aumenta a chance de perceber qualquer variação mínima e normal do organismo (um batimento levemente mais forte, uma tontura passageira ao se levantar rápido) e de interpretá-la, novamente, como sinal de perigo. Cria-se, assim, um ciclo: atenção às sensações leva a interpretação catastrófica, que leva a mais ansiedade, que gera mais sensações corporais, que são novamente monitoradas e lidas como ameaça.

Como a evitação pode fazer a vida ficar cada vez mais limitada?

Marcelo começou a evitar o metrô, porque tinha tido uma crise ali uma vez. Depois passou a evitar sair sozinho à noite. Depois, academias, por causa da frequência cardíaca elevada durante o exercício. Cada evitação parecia, isoladamente, uma decisão razoável de autopreservação. Juntas, porém, foram desenhando um mapa cada vez menor de lugares em que ele se sentia seguro, um padrão que, quando se intensifica, recebe o nome clínico de pânico e agorafobia.

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Como diferenciar uma crise de pânico de uma situação que precisa de avaliação médica?

Esse é um ponto que merece cuidado, e nenhum texto substitui uma avaliação médica presencial diante de sintomas cardíacos agudos. Ainda assim, algumas informações são importantes. Dor no peito que aumenta com esforço físico, que se irradia para o braço esquerdo ou mandíbula, acompanhada de suor frio intenso e que não melhora em poucos minutos, exige avaliação médica imediata, sem hesitação. A crise de pânico costuma atingir seu pico de intensidade em torno de dez minutos e, ainda que assustadora, tende a ceder gradualmente. O mais seguro, especialmente na primeira vez, é sempre procurar avaliação médica, como Marcelo fez. Foi justamente a partir de exames normais e repetidos, associados aos sintomas, que se tornou possível considerar a hipótese do pânico.

Quando procurar ajuda psicológica?

Quando as crises se repetem, quando surge o medo de ter uma nova crise, quando a rotina começa a se restringir por causa desse medo, ou quando já existe a confirmação médica de que os exames estão normais mas os sintomas persistem, esses são sinais claros de que vale a pena buscar acompanhamento psicológico.

Como a TCC trata o transtorno de pânico?

A terapia cognitivo-comportamentalé hoje a abordagem com maior respaldo científico para o tratamento do transtorno de pânico. Ela trabalha, entre outros aspectos, a reestruturação da interpretação catastrófica das sensações corporais (aquele "meu coração dispara, logo vou morrer") e a exposição gradual e planejada às sensações físicas e às situações evitadas, permitindo que a pessoa experimente, de forma segura, que o corpo consegue tolerar aquelas sensações sem que a catástrofe temida aconteça. O estudo de Reinecke e colaboradores mostrou inclusive que uma intervenção breve, de apenas quatro sessões, já pode gerar redução significativa nos sintomas quando bem estruturada.

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O que a pessoa que vive na Espanha pode fazer quando percebe que isso está acontecendo?

O primeiro passo costuma ser o mais difícil e, ao mesmo tempo, o mais importante: reconhecer que aquilo que está acontecendo, mesmo sendo extremamente físico e real na sensação, pode ter uma origem psicológica, sem que isso torne o sofrimento menos legítimo. A partir daí, buscar avaliação médica para descartar causas orgânicas, e, em paralelo, buscar acompanhamento psicológico especializado em transtornos de ansiedade.

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Dicas da psicóloga: o que fazer e o que evitar quando surge o medo de outra crise?

Durante uma crise, tentar controlar a respiração de forma forçada costuma piorar a sensação de falta de ar; o mais indicado é permitir que a respiração se normalize gradualmente, prestando atenção em expirar de forma um pouco mais longa do que se inspira. Evitar sair correndo de todos os lugares em que uma crise ocorreu é importante, porque cada fuga ensina ao cérebro que aquele lugar era, de fato, perigoso, reforçando a evitação. Construir, ativamente, uma rede social no novo país, mesmo que aos poucos, reduz o isolamento que costuma alimentar o quadro. E buscar informação confiável sobre o funcionamento do pânico ajuda a reduzir o medo do medo, um dos elementos mais centrais do transtorno.

Quando o sofrimento deixa de ser apenas uma dificuldade de adaptação e passa a exigir tratamento?

Quando o medo de uma nova crise começa a determinar as escolhas do dia a dia (onde ir, com quem sair, se pode fazer exercício, se pode andar de metrô), a dificuldade de adaptação já ultrapassou o campo do ajuste natural a uma nova vida e passou a configurar um quadro clínico que se beneficia de tratamento.

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Conclusão

Conclusão: o que o caso de Marcelo ensina sobre pânico, corpo e migração?

O caso de Marcelo ilustra algo que aparece com frequência entre brasileiros que constroem uma vida nova fora do país: a mudança pode ser desejada, profissionalmente bem-sucedida e, ainda assim, deixar marcas silenciosas que o corpo expressa antes que a mente consiga nomear. O coração de Marcelo não estava doente. Estava, isto sim, tentando comunicar, da única forma que sabia, um acúmulo de solidão, adaptação e tensão que ainda não tinha encontrado palavras. Compreender esse mecanismo, tanto do ponto de vista do corpo quanto do cérebro, é o primeiro passo para que o medo de morrer dê lugar a um processo real de cuidado.

Se você se reconhece nessa história, se o medo de uma nova crise já começou a limitar seus dias na Espanha ou em qualquer outro país, conversar com um psicólogo pode ser um primeiro passo importante. A WYNEED oferece psicoterapia online em português para brasileiros no Brasil e no exterior, incluindo quem, como Marcelo, precisa lidar com sintomas de pânico enquanto constrói uma vida nova longe de casa.

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Perguntas frequentes

Uma crise de pânico pode realmente causar dor no peito parecida com infarto?

Sim. A ativação do sistema de resposta ao estresse pode gerar aperto e dor no peito, muitas vezes indistinguíveis, na sensação subjetiva, de sintomas cardíacos, ainda que a origem seja diferente.

É normal os sintomas de pânico aparecerem só meses depois da mudança de país?

É relativamente comum. Muitas vezes o corpo se mantém mobilizado enquanto há tarefas práticas para resolver na adaptação, e os sintomas surgem quando a rotina já está mais estável.

Quem teve uma crise de pânico vai necessariamente ter agorafobia?

Não necessariamente, mas a evitação repetida de lugares associados às crises é o principal caminho pelo qual a agorafobia se desenvolve, por isso ela merece atenção desde o início.

Terapia online funciona para quem está no exterior?

Sim, e para brasileiros vivendo fora do país, poder fazer terapia em português, no fuso e no idioma em que o sofrimento realmente acontece, costuma facilitar bastante o processo terapêutico.

Cada leitura é um convite ao cuidado com a própria mente — o primeiro passo pode ser conversar.

Foto de Wenner Daniele, psicóloga clínica CRP 24/01431

Wenner Daniele

Psicóloga Clínica · CRP 24/01431

Falar com a psicóloga
  1. Ohst, B., & Tuschen-Caffier, B. (2018). Catastrophic misinterpretation of bodily sensations and external events in panic disorder, other anxiety disorders, and healthy subjects: A systematic review and meta-analysis. PLoS ONE, 13(3), e0194493.
  2. Sakai, Y., Kumano, H., Nishikawa, M., Sakano, Y., Kaiya, H., Imabayashi, E., Ohnishi, T., Matsuda, H., Yasuda, A., Sato, A., Diksic, M., & Kuboki, T. (2006). Changes in cerebral glucose utilization in patients with panic disorder treated with cognitive-behavioral therapy. NeuroImage, 33(2), 218-226.
  3. Reinecke, A., Thilo, K., Filippini, N., Croft, A., & Harmer, C. J. (2014). Predicting rapid response to cognitive-behavioural treatment for panic disorder: The role of hippocampus, insula, and dorsolateral prefrontal cortex. Behaviour Research and Therapy, 62, 120-128.
  4. Gleeson, C., Frost, R., Sherwood, L., Shevlin, M., Hyland, P., Halpin, R., Murphy, J., & Silove, D. (2020). Post-migration factors and mental health outcomes in asylum-seeking and refugee populations: a systematic review. European Journal of Psychotraumatology, 11(1), 1793567.