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Saúde Mental

Solidão no exterior: por que morar fora pode afetar sua saúde

Foto de Wenner Daniele, psicóloga clínica CRP 24/01431Por Wenner Daniele · CRP 24/01431
Atualizado em 08 de setembro de 2026 15 min de leitura
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Psicóloga CRP 24/01431, mestranda em Neurociências pela UFRGS e com 13 anos de experiência clínica em Psicologia.

Aviso importante: Este artigo possui caráter educativo e informativo. O conteúdo não substitui avaliação psicológica, psicoterapia ou consulta médica individualizada. Se sentimentos de solidão, tristeza, ansiedade ou sofrimento emocional forem persistentes, intensos ou estiverem interferindo na sua rotina, procure um profissional de saúde qualificado.

Fonte: Sleep Foundation — Sono e saúde mental.

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Sim. A solidão no exterior pode afetar a saúde mental mesmo quando a pessoa está trabalhando, estudando, construindo uma carreira, tendo estabilidade financeira ou realizando um antigo sonho de morar fora. Eu vejo isso na prática clínica com bastante frequência, e a ciência tem se dedicado cada vez mais a entender por que isso acontece.

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Estudos recentes mostram que a solidão é uma experiência relevante entre populações imigrantes, e que a adaptação a uma nova sociedade está relacionada tanto à presença de estressores, como o estresse aculturativo e a discriminação, quanto à disponibilidade de recursos sociais, conexão e pertencimento. Uma meta análise publicada em 2025 estimou uma prevalência global de solidão de 24,7% entre imigrantes, embora os estudos apresentem diferenças importantes entre países e populações.

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Isso significa que estar bem financeiramente ou profissionalmente não significa, necessariamente, estar emocionalmente conectado.

A pessoa conseguiu o emprego que queria. Está em um país considerado seguro. Talvez tenha conseguido uma casa melhor, esteja estudando, tenha melhorado financeiramente ou esteja vivendo uma oportunidade que desejou durante anos.

Quando alguém pergunta como está a vida, a resposta costuma ser sempre a mesma: "está tudo bem."

Mas, quando chega em casa, aparece uma sensação difícil de nomear.

Falta alguém para conversar espontaneamente. Falta aquela pessoa que conhece sua história sem precisar de explicações. Falta poder encontrar um amigo sem planejar com semanas de antecedência. Falta estar perto da família. Falta ouvir a própria língua no cotidiano. Falta aquela sensação de pertencimento que antes parecia tão natural, quase invisível de tão presente.

É nesse espaço que pode surgir a solidão no exterior.

E eu quero deixar isso bem claro desde já: reconhecer essa experiência não significa que a mudança de país foi um erro. Também não significa que a pessoa não seja grata pelas oportunidades que encontrou. É totalmente possível gostar da vida que se construiu e, ao mesmo tempo, sentir falta de vínculos, familiaridade e pertencimento. Essas duas coisas não se cancelam.

Uma pessoa pode passar algumas horas sozinha e não sentir solidão nenhuma. Da mesma forma, alguém pode estar cercado de pessoas em um trabalho, universidade, restaurante ou evento social e continuar se sentindo profundamente sozinho ali dentro.

A solidão está relacionada, principalmente, à percepção de que existe uma distância entre as relações que a pessoa gostaria de ter e as conexões que ela realmente possui no dia a dia.

Por isso, morar fora pode criar uma situação particularmente complexa. A pessoa pode ter contatos, colegas e conhecidos, mas ainda sentir que não possui relações suficientemente profundas. Existe uma diferença entre conhecer pessoas e sentir que pertence a um grupo. Existe também uma diferença entre conversar com alguém e sentir que pode ser verdadeiramente compreendido por essa pessoa.

Para quem deixou o Brasil, essa diferença costuma ficar especialmente evidente.

Familiares moram relativamente perto. Amigos de longa data conhecem a trajetória da pessoa. Existe facilidade para encontrar alguém em momentos difíceis. Há referências culturais compartilhadas. As pessoas entendem determinadas expressões, costumes, brincadeiras e acontecimentos sem que seja necessário explicar tudo do zero.

Depois da mudança, essa estrutura pode desaparecer de uma hora para outra, e essa perda costuma ser mais brusca do que as pessoas imaginam antes de embarcar.

Mesmo quando a pessoa continua falando diariamente com familiares pelo celular, existe uma diferença entre conexão digital e presença cotidiana. Uma mensagem pode diminuir a saudade. Uma chamada de vídeo pode aproximar. Mas nenhuma dessas ferramentas substitui completamente a experiência de compartilhar a vida cotidiana com pessoas importantes, aquele estar junto sem pauta nenhuma.

É por isso que construir uma nova rede de apoio no exterior é tão importante, mesmo sabendo que isso leva tempo.

Uma revisão sistemática e meta análise publicada em 2025 avaliou 11 estudos com 166.913 imigrantes e estimou uma prevalência global de solidão de 24,7%, com intervalo de confiança de 19,5% a 30,7%. Os próprios autores destacam que existe heterogeneidade entre os estudos e diferentes contextos migratórios, portanto esse número não deve ser interpretado como uma taxa universal e fixa para todos os imigrantes do mundo.

Outro trabalho de grande escala, publicado na Nature Communications em 2025, analisou 5.066 efeitos provenientes de 1.114 estudos, envolvendo 571.260 pessoas de primeira geração em diferentes contextos migratórios. É uma quantidade de dados bastante robusta. A análise encontrou associações consistentes entre adaptação e fatores sociais e contextuais. Estressores, especialmente estresse aculturativo e discriminação percebida, apresentaram associação negativa com a adaptação. Em sentido oposto, recursos sociais, especialmente conexão com o contexto social e menor sensação de solidão, apresentaram associação positiva com a adaptação.

Esses resultados ajudam a compreender uma questão importante, que eu costumo trazer para as sessões: a adaptação a um novo país não depende apenas de conseguir emprego, aprender o idioma ou organizar a documentação. A dimensão social também importa, e importa muito.

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Por que morar fora pode afetar a saúde mental mesmo quando tudo parece estar bem?

1. A perda da rede de apoio

Quando alguém muda de país, não leva consigo toda a estrutura social que construiu durante anos. A família continua existindo, mas está distante. Os amigos continuam existindo, mas não estão mais disponíveis da mesma maneira. A pessoa pode precisar reconstruir relações praticamente do zero, e esse processo exige tempo, energia e disponibilidade emocional que nem sempre sobram no meio da correria da adaptação.

2. A sensação de não pertencer

Pertencimento não acontece automaticamente porque alguém passa a morar em determinado país. É possível viver durante anos em uma cidade e ainda sentir que existe uma distância entre si mesmo e o ambiente ao redor. A língua pode ser um obstáculo. Os costumes podem ser diferentes. As relações sociais podem funcionar de outra maneira. Até mesmo pequenas situações cotidianas, como um jeito diferente de fazer fila ou de cumprimentar alguém, podem lembrar a pessoa de que ela está fora de seu contexto original.

3. O esforço constante de adaptação

Morar fora exige aprendizado contínuo. É preciso entender novas regras sociais, sistemas de transporte, burocracias, formas de trabalho, relações profissionais, expressões linguísticas e costumes. Quando isso acontece durante meses ou anos, sem pausa, pode gerar uma sensação de esforço constante, quase de estar sempre em alerta. Esse processo é frequentemente discutido na literatura como estresse aculturativo. A meta análise publicada na Nature Communications encontrou justamente uma associação importante entre estressores aculturativos e dificuldades de adaptação entre diferentes grupos de migrantes.

4. A pressão para mostrar que deu certo

Esse é um aspecto pouco discutido, e talvez um dos que mais aparece nas minhas sessões.

Algumas pessoas sentem que precisam provar que a mudança de país valeu a pena. Se deixaram família, amigos e uma vida conhecida para trás, pode surgir a sensação de que não têm direito de reclamar.

A pessoa pensa: "eu escolhi vir para cá." "Eu tenho um emprego." "Minha vida está melhor financeiramente." "Eu deveria estar feliz."

Mas sofrimento emocional não desaparece porque a vida apresenta conquistas objetivas. Uma pessoa pode reconhecer as oportunidades que recebeu e ainda sentir solidão. Pode estar satisfeita com o trabalho e sentir saudade. Pode gostar do país e ainda não sentir que pertence completamente a ele. Essas experiências podem coexistir, e reconhecer isso já é um alívio para muita gente.

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O estresse aculturativo pode aparecer de maneiras diferentes

Imagine alguém que ainda está aprendendo o idioma. No trabalho, precisa prestar atenção redobrada para compreender reuniões. Em situações sociais, pensa antes de falar para não cometer algum erro. Em consultas, bancos ou serviços públicos, precisa organizar mentalmente cada frase antes de abrir a boca. Em determinados ambientes, sente receio de que seu sotaque seja julgado.

Individualmente, cada situação pode parecer pequena, quase insignificante. Quando acumuladas durante meses, porém, elas podem aumentar bastante o desgaste emocional, mesmo sem que a pessoa perceba de onde vem esse cansaço.

Por isso, adaptação cultural não deve ser entendida apenas como uma questão de força de vontade. Não é sobre se esforçar mais.

Solidão e saudade não são exatamente a mesma coisa

A solidão é diferente. Ela está mais relacionada à sensação de desconexão e à ausência percebida de vínculos significativos.

É possível sentir saudade sem estar isolado. Também é possível sentir solidão mesmo sem pensar constantemente em voltar ao Brasil.

Essa distinção é importante porque ajuda a compreender melhor o que realmente está acontecendo. Às vezes, a pessoa acredita que precisa apenas "se acostumar". Em outras situações, pode existir uma necessidade maior de reconstruir vínculos, pertencimento e suporte emocional, que não vai se resolver só com o tempo passando.

Solidão no exterior pode estar relacionada à saúde mental?

A solidão não significa automaticamente que uma pessoa desenvolverá depressão ou transtorno de ansiedade. Também não é correto afirmar que morar fora necessariamente causa sofrimento psicológico. Seria um exagero perigoso dizer isso.

O que a literatura mostra é que solidão, isolamento social, estressores migratórios e dificuldades de adaptação podem estar associados a diferentes indicadores de saúde mental, dependendo da população e do contexto.

Uma revisão sistemática de 2024 sobre refugiados reassentados em países de alta renda encontrou associações entre solidão e isolamento social e problemas como depressão, transtorno de estresse pós traumático e sofrimento psicológico. Entretanto, essa evidência é específica de populações refugiadas e não deve ser generalizada automaticamente para todos os brasileiros que vivem no exterior por escolha própria.

Essa diferença é importante. Refugiados e pessoas em situações migratórias precárias podem enfrentar experiências muito diferentes das de quem migrou voluntariamente por trabalho, estudo, relacionamento ou escolha pessoal. Por isso, cada história precisa ser compreendida dentro do seu próprio contexto, sem comparações fáceis.

Quando a solidão deixa de ser apenas uma sensação passageira?

Sentir solidão ocasionalmente faz parte da experiência humana, isso é normal e não precisa virar motivo de alarme. A questão é observar intensidade, frequência e impacto na vida.

Alguns sinais merecem atenção

  • vontade frequente de se isolar
  • perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas
  • tristeza persistente
  • ansiedade frequente
  • dificuldade para dormir
  • sensação constante de vazio
  • irritabilidade
  • pensamentos recorrentes de que ninguém compreende você
  • dificuldade de estabelecer ou manter relações
  • medo intenso de situações sociais
  • queda de rendimento no trabalho ou nos estudos
  • uso de álcool ou outras estratégias para conseguir suportar a rotina
  • sensação de que a vida perdeu o sentido

Quando esses sinais persistem ou começam a interferir na vida cotidiana, pode ser importante procurar ajuda profissional, e não esperar que a situação melhore sozinha.

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O que pode ajudar a diminuir a solidão no exterior?

Reaproximar-se de pessoas importantes

Manter contato com familiares e amigos no Brasil pode ser emocionalmente importante. Ao mesmo tempo, é útil evitar que toda a vida social permaneça concentrada exclusivamente no país de origem, porque isso pode dificultar ainda mais a construção de vínculos no lugar onde você está agora.

Criar novas oportunidades de convivência

Atividades recorrentes podem facilitar a criação de vínculos. Cursos, grupos esportivos, atividades culturais, comunidades brasileiras, grupos religiosos quando fizerem sentido para a pessoa, voluntariado e outros espaços de convivência podem ajudar bastante.

O objetivo não é simplesmente estar cercado de pessoas. É criar oportunidades para que relações se desenvolvam naturalmente ao longo do tempo, sem forçar nada.

Permitir que as relações se construam gradualmente

Uma dificuldade comum é esperar que uma amizade nova tenha imediatamente a mesma profundidade de uma relação construída durante dez ou vinte anos. Isso raramente acontece, e cobrar isso de si mesmo só aumenta a frustração.

Novos vínculos precisam de repetição, tempo, confiança e experiências compartilhadas. É um processo, não um evento único.

Observar comportamentos de esquiva

A solidão pode gerar um ciclo bastante conhecido na clínica. A pessoa se sente sozinha. Evita situações sociais. Passa mais tempo isolada. Sente ainda mais dificuldade para conhecer pessoas. Aumenta a sensação de desconexão.

Perceber esse ciclo pode ser um primeiro passo importante para interrompê-lo.

Como a psicoterapia pode ajudar?

A psicoterapia não substitui a construção de uma rede social. Eu costumo ser bem direta sobre isso: um psicólogo não deve ser apresentado como substituto de amigos, família ou comunidade.

O papel da psicoterapia é diferente. Ela pode oferecer um espaço profissional para compreender o sofrimento, identificar padrões de pensamento e comportamento, trabalhar emoções e desenvolver estratégias para lidar com as dificuldades presentes.

Em uma abordagem como a Terapia Cognitivo Comportamental, por exemplo, o trabalho pode envolver a identificação de pensamentos automáticos, comportamentos de esquiva, padrões de isolamento, autocrítica e dificuldades relacionadas à adaptação.

Um pensamento como "eu deveria estar feliz porque escolhi morar aqui" pode ser analisado dentro do contexto da história daquela pessoa. Da mesma forma, pensamentos como "ninguém vai gostar de mim por causa do meu sotaque" ou "já estou há anos aqui e deveria ter me adaptado" podem ser investigados sem simplesmente substituir pensamentos negativos por frases positivas de efeito. Não é sobre pensamento positivo, é sobre entender de onde vem esse pensamento e se ele te ajuda ou te trava.

O objetivo é compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, e desenvolver respostas mais flexíveis diante das dificuldades.

Quando a solidão está acompanhada de sintomas de ansiedade, depressão, dificuldades relacionais ou sofrimento relacionado à mudança de país, a psicoterapia também pode ajudar a organizar essas experiências e dar um sentido para elas.

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Atendimento psicológico para brasileiros no exterior

Isso pode ser especialmente relevante quando o sofrimento envolve identidade, família, pertencimento, saudade, relações culturais ou conflitos relacionados à decisão de morar fora.

A escolha do profissional, entretanto, deve considerar formação, registro profissional quando aplicável, experiência clínica, abordagem utilizada, limites profissionais e as regras relacionadas ao atendimento psicológico na jurisdição em que o paciente se encontra.

A psicoterapia online pode facilitar o acesso a profissionais que atendem em português, mas o atendimento precisa respeitar as normas profissionais e legais aplicáveis ao local onde o paciente está.

A solidão não significa que você tomou a decisão errada

Talvez essa seja uma das partes mais importantes de compreender neste texto, e eu queria que você lesse com calma.

Sentir solidão depois de mudar de país não significa necessariamente que você deveria voltar. Também não significa que a experiência de morar fora fracassou.

A vida pode ter melhorado em alguns aspectos e se tornado mais difícil em outros, ao mesmo tempo, sem contradição nenhuma.

Você pode gostar do país onde mora e sentir falta do Brasil. Pode estar satisfeito com sua carreira e sentir falta dos amigos. Pode ter conquistado independência financeira e, ainda assim, desejar ter alguém próximo para conversar no fim de um dia difícil.

Essas experiências não se anulam.

Uma das armadilhas mais comuns é acreditar que, porque a mudança foi uma escolha, todas as emoções relacionadas a ela precisam ser positivas. Não precisam.

Mudar de país envolve ganhos, perdas, adaptações e reconstruções. E algumas perdas não são visíveis. Às vezes, a pessoa não sente falta apenas de alguém. Ela sente falta da versão de si mesma que existia quando estava cercada por pessoas, lugares, costumes e relações que lhe davam uma sensação natural de pertencimento.

Reconhecer isso não é fraqueza. É compreender a própria experiência, com honestidade.

Quando procurar ajuda psicológica

Se a solidão estiver ocupando uma parte significativa da sua vida, pode ser importante não esperar que ela desapareça sozinha.

Procure ajuda especialmente quando houver sofrimento persistente, ansiedade intensa, tristeza frequente, alterações importantes no sono, perda de interesse, dificuldade de funcionamento no trabalho ou nos estudos, isolamento crescente ou sensação de desesperança.

A psicoterapia pode ser um espaço para compreender o que está acontecendo e construir novas formas de lidar com a vida no exterior.

O objetivo não precisa ser escolher entre o Brasil e o novo país. Pode ser aprender a construir uma vida emocionalmente mais sustentável onde você está agora.

A WYNEED pode ajudar

Morar fora do Brasil pode transformar muitos aspectos da vida. Nem todas essas transformações são fáceis de explicar para quem nunca passou por uma experiência migratória, e às vezes é exatamente essa falta de compreensão que aumenta a sensação de solidão.

Na WYNEED, o atendimento psicológico online é direcionado a brasileiros que vivem no exterior e buscam psicoterapia em português.

O acompanhamento pode ser um espaço para falar sobre solidão, ansiedade, adaptação cultural, saudade, relacionamentos, mudanças de vida e outros desafios emocionais relacionados à experiência de morar fora.

Se você sente que está funcionando por fora, mas emocionalmente está tendo dificuldades, procurar ajuda não significa que você não conseguiu se adaptar. Pode significar justamente que você está cuidando da sua saúde mental durante esse processo, o que já é um cuidado enorme com você mesmo.

Conheça a psicoterapia online da WYNEED: https://www.wyneed.com.br

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Perguntas frequentes

Por que me sinto sozinho mesmo tendo amigos no exterior?

Ter contatos sociais não significa necessariamente sentir conexão emocional. A solidão está relacionada à percepção de qualidade e profundidade das relações, e não apenas ao número de pessoas ao redor.

É normal sentir solidão depois de morar anos fora do Brasil?

Sim. A solidão não acontece apenas nos primeiros meses depois da mudança. Ela pode aparecer em diferentes momentos da experiência migratória, inclusive depois de anos, especialmente quando as circunstâncias sociais, profissionais ou familiares mudam.

Morar fora pode causar depressão?

Não é correto afirmar que morar fora, por si só, cause depressão. A experiência migratória envolve diferentes fatores de risco e proteção. Solidão, estresse, discriminação, dificuldades de adaptação e ausência de suporte social podem contribuir para sofrimento psicológico em algumas pessoas.

Como saber se estou com saudade ou realmente me sentindo sozinho?

A saudade costuma estar relacionada à falta de pessoas, lugares ou experiências específicas. A solidão envolve uma sensação mais ampla de desconexão ou falta de vínculos significativos. As duas experiências podem existir ao mesmo tempo.

A solidão no exterior pode afetar a ansiedade?

Pode. Solidão e dificuldades de adaptação podem estar associadas a sofrimento psicológico, mas a relação não é igual para todas as pessoas. Se ansiedade, preocupação ou sintomas físicos estiverem persistentes e interferindo na rotina, uma avaliação profissional pode ajudar a entender o quadro.

Fazer terapia online pode ajudar quem mora fora do Brasil?

A psicoterapia online pode facilitar o acesso a atendimento psicológico em português para brasileiros que vivem no exterior. A adequação do atendimento depende das necessidades da pessoa, da formação do profissional e das normas aplicáveis ao local onde o paciente está.

Cada leitura é um convite ao cuidado com a própria mente — o primeiro passo pode ser conversar.

Foto de Wenner Daniele, psicóloga clínica CRP 24/01431

Wenner Daniele

Psicóloga Clínica · CRP 24/01431

Falar com a psicóloga
  1. Salari, N., Razavizadeh, S., Abdolmaleki, A., Zarei, H., Daneshkhah, A., Mohammadi, M. et al. (2025). Global prevalence of loneliness in immigrants: A systematic review and meta analysis. Asian Journal of Psychiatry, 104, 104381. DOI: 10.1016/j.ajp.2025.104381. Consultar no PubMed
  2. Bierwiaczonek, K., Vu, D. H., Tong, R., Cheung, M. W. L., Benningstad, N. C. G., van Duin, E., Lindholm, K., Ward, C., & Kunst, J. R. (2025). A Meta Analysis of Social and Contextual Correlates of Migrant Adaptation to Living in Receiving Societies. Nature Communications, 16, 11231. DOI: 10.1038/s41467-025-67468-z. Consultar o artigo na Nature Communications
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