18 países100% onlineCRP 24/01431Contato

Ansiedade

Quando a Incerteza Vira Alarme: O Impacto da Migração na Saúde

Foto de Wenner Daniele, psicóloga clínica CRP 24/01431Por Wenner Daniele · CRP 24/01431
Atualizado em 22 de julho de 2026 14 min de leitura
Ilustração do artigo Novo artigo
Ilustração do artigo Novo artigo
01

Por Wenner Daniele · CRP 24/01431: o que saber sobre ansiedade na migração

Quando falamos de ansiedade na migração, mudar de país pode mudar muita coisa por fora. O desafio começa quando a incerteza também passa a morar dentro da cabeça.

02

Resposta Rápida: o que saber sobre ansiedade na migração

Mudar de país envolve uma série de incertezas: trabalho, dinheiro, idioma, relacionamentos, adaptação cultural, distância da família e dúvidas sobre o futuro.

É natural que essas mudanças provoquem preocupação. O problema aparece quando o estado de alerta deixa de acompanhar situações específicas e passa a fazer parte da rotina.

A ansiedade está relacionada à forma como o cérebro antecipa possíveis ameaças. Quando o futuro parece imprevisível, a mente pode permanecer constantemente tentando descobrir o que pode dar errado. Esse mecanismo, que originalmente possui uma função protetora, pode se tornar desgastante quando permanece ativado por longos períodos.

Para brasileiros que vivem no exterior, essa experiência pode se misturar ainda a questões de pertencimento, identidade cultural, isolamento e dificuldade de construir uma nova rede de apoio.

Isso não significa que morar fora necessariamente provoque um transtorno de ansiedade. Significa que a experiência migratória pode acrescentar fontes importantes de estresse e incerteza, especialmente quando a pessoa enfrenta dificuldades de adaptação ou pouco suporte social.

A psicoterapia pode ajudar a compreender esses padrões, desenvolver estratégias de enfrentamento e construir uma relação mais flexível com a incerteza.

03

Uma das dúvidas mais importantes para quem acabou de mudar de país é: o que saber sobre ansiedade na migração

“Será que estou apenas passando por uma fase difícil ou estou desenvolvendo um problema de ansiedade?”

Não existe uma resposta baseada apenas em um sintoma.

Sentir preocupação antes de uma entrevista de emprego, de uma conversa em outro idioma ou diante de uma dificuldade financeira pode ser uma reação perfeitamente compreensível.

A questão muda quando a ansiedade começa a ocupar espaço demais.

04

Ansiedade esperada Pode indicar necessidade de avaliação

Está relacionada a uma situação específica Continua mesmo quando a situação melhora

Diminui quando o problema é resolvido Persiste ou retorna frequentemente

É proporcional ao contexto Parece maior do que a situação exige

Não impede a pessoa de seguir a rotina Interfere no trabalho, estudos ou relacionamentos

É relativamente controlável A pessoa sente que não consegue interromper as preocupações

Faz parte de um período de adaptação Produz sofrimento persistente ou prejuízo funcional

Essa comparação não serve para fazer um autodiagnóstico.

Ela serve para ajudar você a perceber quando vale a pena procurar uma avaliação profissional.

O Caso de Rafael no Japão

A experiência de morar no Japão pode representar uma oportunidade importante para muitos brasileiros. Para alguns, existe ainda uma relação particular com o país por meio da ancestralidade japonesa.

Mas ter ascendência japonesa não significa necessariamente sentir-se japonês.

E essa diferença pode ser emocionalmente importante.

Para ilustrar essa situação, vamos acompanhar Rafael.

Rafael é uma personagem fictícia. A história foi criada exclusivamente para fins educativos e não reproduz a história de qualquer paciente.

Rafael nasceu no Brasil e decidiu mudar-se para o Japão em busca de melhores oportunidades profissionais e de uma aproximação com a cultura de seus antepassados.

No começo, tudo parecia fazer sentido.

A possibilidade de viver no país que tantas vezes havia aparecido nas histórias da família despertava curiosidade e entusiasmo.

Mas, depois dos primeiros meses, a realidade começou a ficar mais complexa.

Rafael precisava trabalhar, lidar com o idioma, compreender regras sociais diferentes, organizar sua vida financeira e construir novas relações.

Ao mesmo tempo, começou a perceber algo que não esperava

ele não se sentia completamente pertencente nem ao Brasil nem ao Japão.

Durante o dia, conseguia cumprir suas obrigações.

À noite, porém, sua mente continuava funcionando.

Pensava sobre dinheiro.

Pensava sobre trabalho.

Pensava se deveria permanecer no Japão.

Pensava em voltar para o Brasil.

Pensava se havia tomado a decisão certa.

E, principalmente, pensava

“E se eu estiver construindo uma vida que não é realmente minha?”

05

Quando a Preocupação Deixa de Ser Apenas Preocupação?

No início, Rafael acreditava que estava apenas passando por uma fase de adaptação.

Isso fazia sentido.

Afinal, mudar de país exige tempo.

Mas os meses passaram e a preocupação não desapareceu.

Mesmo quando nada de grave estava acontecendo, Rafael continuava antecipando problemas.

Uma pequena dificuldade no trabalho parecia representar uma ameaça ao futuro.

Uma mensagem não respondida provocava preocupação.

Uma mudança na rotina fazia sua mente imaginar diversos cenários negativos.

Seu corpo também começou a responder.

Tensão muscular.

Cansaço.

Dificuldade para dormir.

Palpitações.

Sensação de alerta.

A questão deixou de ser simplesmente

“Estou tendo problemas no Japão?”

E passou a ser

“Por que meu cérebro continua se comportando como se eu estivesse diante de um perigo, mesmo quando nada está acontecendo?”

O Cérebro Não Gosta de Incerteza

A ansiedade possui uma característica importante: ela é voltada para o futuro.

Quando existe uma ameaça concreta, podemos agir.

Se existe um carro vindo em nossa direção, por exemplo, sabemos o que fazer.

Grupe e Nitschke propuseram o chamado modelo de incerteza e antecipação da ansiedade (UAMA) para explicar como a dificuldade de prever ameaças futuras pode contribuir para respostas ansiosas.

Ilustração do artigo Quando a Incerteza Vira Alarme: O Impacto da Migração na Saúde

A ideia central é relativamente simples

quanto menos previsível parece o futuro, maior pode ser a tendência do cérebro de tentar antecipar possíveis problemas.

Essa antecipação pode ser útil em determinadas situações.

O problema surge quando ela se transforma em um estado permanente de vigilância.

A pessoa começa a tentar prever tudo

“E se eu perder meu emprego?”

“E se eu não conseguir pagar minhas contas?”

“E se minha família precisar de mim?”

“E se eu não conseguir me adaptar?”

“E se eu precisar voltar?”

“E se alguma coisa acontecer?”

O cérebro tenta encontrar segurança através da antecipação.

Mas existe um paradoxo

quanto mais a pessoa tenta eliminar toda a incerteza, mais atenção ela pode acabar dedicando às possibilidades negativas.

A Ansiedade Pode Virar um Sistema de Alarme Sensível Demais

Imagine um detector de fumaça.

Ele existe para proteger a casa.

Se houver um incêndio, o alarme precisa tocar.

Mas imagine que esse detector esteja tão sensível que comece a disparar apenas porque alguém queimou uma torrada.

O problema não está na existência do alarme.

O problema está na sensibilidade dele.

Algo semelhante pode acontecer com os sistemas envolvidos na ansiedade.

A resposta de alerta existe por uma razão.

Ela ajuda o organismo a identificar possíveis ameaças e preparar-se para agir.

Mas, quando essa resposta permanece ativada diante de situações que não representam um perigo imediato, pode produzir sofrimento significativo.

Isso não significa que o cérebro esteja “quebrado”.

Também não significa que a pessoa esteja inventando seus sintomas.

A ansiedade produz alterações reais na experiência corporal, emocional e cognitiva.

E justamente por isso ela pode ser tratada.

Quando a Identidade Também Entra em Jogo

Para algumas pessoas, a migração não envolve apenas aprender um novo idioma ou conseguir um emprego.

Envolve responder a uma pergunta muito mais profunda

“Quem sou eu neste lugar?”

Essa questão pode ser especialmente complexa para pessoas que migram para o país de origem de seus ancestrais.

Um brasileiro descendente de japoneses pode chegar ao Japão imaginando que encontrará uma identificação automática com a sociedade japonesa.

Mas a realidade pode ser diferente.

A pessoa pode descobrir que sua identidade foi construída principalmente no Brasil.

Seu modo de falar, seus hábitos, suas referências culturais e sua maneira de estabelecer relações podem ter sido profundamente influenciados pela experiência brasileira.

Ao mesmo tempo, sua aparência, sobrenome ou ancestralidade podem fazer com que outras pessoas a percebam como japonesa.

Surge então uma experiência potencialmente contraditória

ser percebido como pertencente a um grupo sem necessariamente sentir que pertence completamente a ele.

O estudo comparou 25 estudantes nipo-brasileiros com 62 estudantes japoneses da mesma região.

Os pesquisadores observaram diferenças entre os grupos em indicadores de saúde mental e identidade étnica. Entre os participantes nipo-brasileiros, níveis mais baixos de identificação étnica também estiveram associados a indicadores menos favoráveis de saúde mental.

É importante interpretar esses resultados com cuidado.

O estudo foi transversal e envolveu uma amostra relativamente pequena. Portanto, ele não demonstra que conflitos de identidade causem transtornos mentais.

O que ele mostra é uma associação relevante que merece atenção científica e clínica.

Para alguns jovens nipo-brasileiros no Japão, a construção da identidade pode estar relacionada à experiência de saúde mental. Esse é um ponto central quando o tema é ansiedade na migração.

Um estudo publicado em 2001 analisou pacientes nipo-brasileiros atendidos em serviços psiquiátricos japoneses e comparou pessoas com transtorno de pânico a outros grupos diagnósticos. Esse é um ponto central quando o tema é ansiedade na migração.

Os pesquisadores observaram diferenças relacionadas à fluência em japonês e ao tempo de residência no Japão entre determinados grupos clínicos. Esse é um ponto central quando o tema é ansiedade na migração.

Os autores também discutiram a possibilidade de que, em alguns pacientes, o sofrimento estivesse relacionado a conflitos sobre permanecer no Japão ou retornar ao Brasil e a questões envolvendo identidade étnica e cultural. Esse é um ponto central quando o tema é ansiedade na migração.

Novamente, isso não significa que todo brasileiro no Japão que tenha dúvidas sobre sua identidade desenvolverá pânico.

Significa que, em determinadas pessoas, questões culturais e de pertencimento podem fazer parte da experiência psicológica associada ao sofrimento. Esse é um ponto central quando o tema é ansiedade na migração.

O Que Acontece Quando a Pessoa Vive Entre Dois Mundos?

Imagine alguém que está constantemente tentando responder

“Onde é o meu lugar?”

No Brasil, pode sentir falta do Japão.

No Japão, pode sentir falta do Brasil.

Quando está com brasileiros, pode sentir que deveria estar mais integrado à sociedade japonesa.

Quando está entre japoneses, pode perceber diferenças culturais que lembram que sua história foi construída em outro lugar. Esse é um ponto central quando o tema é ansiedade na migração.

Essa sensação não significa necessariamente um transtorno psicológico.

Mas pode gerar desgaste.

E quando esse desgaste se combina com

dificuldades financeiras;

pressão profissional;

isolamento;

barreira linguística;

saudade da família;

conflitos familiares;

discriminação;

insegurança sobre o futuro;

dificuldades de relacionamento;

falta de rede de apoio;

o organismo pode ter menos recursos disponíveis para lidar com a incerteza.

15 Sinais de que a Ansiedade Pode Estar Ultrapassando os Limites da Adaptação

Nem todos os sintomas abaixo significam que uma pessoa possui um transtorno de ansiedade.

Mas eles merecem atenção quando são frequentes, intensos ou começam a interferir na vida cotidiana.

  1. Preocupação excessiva

A mente passa grande parte do dia tentando prever problemas.

  1. Pensamentos acelerados

Você sente que não consegue “desligar” a cabeça.

  1. Dificuldade de concentração

As preocupações ocupam tanto espaço que fica difícil manter a atenção.

  1. Irritabilidade

Pequenos problemas passam a provocar reações muito intensas.

  1. Alterações no sono

Você demora para dormir ou acorda repetidamente durante a noite.

  1. Tensão muscular

Pescoço, ombros ou mandíbula permanecem contraídos.

  1. Cansaço constante

Mesmo descansando, você sente que não recupera completamente a energia.

  1. Sensação de perigo

Existe uma impressão persistente de que alguma coisa ruim está prestes a acontecer.

  1. Palpitações

O coração acelera ou bate de maneira muito perceptível.

  1. Sensações respiratórias desconfortáveis

Pode surgir sensação de falta de ar ou respiração acelerada.

  1. Sintomas gastrointestinais

Náusea, desconforto abdominal ou alterações intestinais podem acompanhar estados de ansiedade.

  1. Inquietação

Você sente dificuldade de permanecer parado ou relaxado.

  1. Evitação

Começa a evitar situações porque teme sentir ansiedade.

  1. Hipervigilância

Você permanece constantemente procurando sinais de que alguma coisa pode dar errado.

  1. Dificuldade de controlar preocupações

Mesmo reconhecendo que determinada preocupação pode estar exagerada, você não consegue interromper facilmente o ciclo.

O Erro de Tentar Eliminar Toda a Incerteza

Existe uma armadilha muito comum

acreditar que só será possível ficar tranquilo quando todas as dúvidas forem resolvidas.

Mas a vida não funciona assim.

Não podemos ter certeza absoluta de que permaneceremos no mesmo emprego.

Não podemos saber exatamente o que acontecerá no próximo ano.

Não podemos prever todas as mudanças financeiras.

Não conseguimos controlar completamente o que outras pessoas pensarão.

E não existe garantia absoluta de que uma decisão será perfeita.

Por isso, uma parte importante do trabalho psicológico não consiste em ensinar a pessoa a controlar o futuro.

Consiste em ajudá-la a desenvolver maior capacidade de conviver com aquilo que não pode ser previsto.

  1. Diferencie problema real de possibilidade futura

Pergunte

“Existe algo que precisa ser resolvido agora ou estou tentando resolver mentalmente algo que talvez nem aconteça?”

Essa pergunta pode ajudar a separar ação de antecipação.

  1. Observe o corpo

Perceba

respiração;

tensão muscular;

frequência dos pensamentos;

alterações no sono;

sensação de alerta.

O objetivo não é lutar contra o corpo, mas reconhecer os sinais.

  1. Coloque a preocupação no papel

Em vez de manter tudo na cabeça, escreva

O que estou prevendo?

Qual é a evidência de que isso acontecerá?

06

Existe alguma ação concreta que posso realizar hoje?

Morar fora não significa precisar enfrentar tudo sozinho.

Amigos, familiares, comunidades brasileiras e profissionais de saúde podem funcionar como importantes fontes de suporte.

A experiência migratória pode ser mais difícil quando a pessoa perde referências sociais importantes e precisa reconstruir sua rede de apoio em outro país. Esse é um ponto central quando o tema é ansiedade na migração.

  1. Não confunda adaptação com fracasso

Sentir dificuldade depois de uma mudança internacional não significa necessariamente que você tomou uma decisão errada.

Adaptação é um processo.

Ela pode envolver períodos de entusiasmo, dúvida, saudade, frustração e reconstrução.

Quando Procurar uma Psicóloga?

Procure avaliação profissional quando a ansiedade

permanece por longos períodos;

interfere no sono;

prejudica seu trabalho ou estudos;

afeta seus relacionamentos;

provoca isolamento;

leva à evitação constante;

produz sofrimento significativo;

faz você sentir que perdeu o controle sobre sua própria rotina.

Você não precisa esperar chegar ao limite para procurar ajuda.

A psicoterapia pode ser um espaço para compreender não apenas “por que estou ansioso?”, mas também:

07

“Que lugar essa nova identidade ocupa na minha história?”

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, por exemplo, podem ser investigados pensamentos automáticos, padrões de evitação, comportamentos de segurança e interpretações exageradas de ameaça. Esse é um ponto central quando o tema é ansiedade na migração.

08

“Pare de pensar nisso.”

Isso raramente funciona.

O trabalho terapêutico busca ajudar a pessoa a perceber como pensamentos, emoções, comportamentos e respostas corporais interagem.

Também pode envolver aprendizagem de novas formas de lidar com situações que anteriormente eram evitadas.

09

No contexto migratório, o processo pode incluir ainda questões relacionadas a

pertencimento;

identidade;

saudade;

adaptação cultural;

solidão;

relações familiares;

expectativas sobre o futuro;

construção de uma nova rotina.

10

Morar Fora Não Precisa Significar Viver em Estado de Alerta

Rafael não precisava escolher imediatamente entre Brasil e Japão.

Também não precisava descobrir todas as respostas sobre seu futuro.

Antes disso, precisava compreender o que estava acontecendo com ele.

A ansiedade havia transformado a incerteza em ameaça.

E quanto mais ele tentava encontrar uma resposta definitiva, mais perguntas surgiam.

11

O primeiro passo foi perceber que

não ter certeza sobre o futuro não significa estar em perigo.

Essa diferença pode parecer pequena.

Mas, para alguém que vive permanentemente antecipando problemas, ela pode representar o início de uma mudança importante.

O Que Você Pode Levar Deste Artigo

A ansiedade possui uma forte relação com a antecipação de ameaças e a dificuldade de lidar com a incerteza.

Mudar de país não causa automaticamente um transtorno de ansiedade, mas a experiência migratória pode acrescentar fontes importantes de estresse.

Para alguns brasileiros no exterior, questões de pertencimento e identidade podem fazer parte da experiência de sofrimento psicológico.

Pesquisas com jovens nipo-brasileiros no Japão encontraram associações entre identidade étnica e indicadores de saúde mental.

Estudos com pacientes nipo-brasileiros também levantaram a possibilidade de conflitos culturais e identitários participarem da experiência de pessoas com transtorno de pânico.

A presença de sintomas não significa automaticamente que exista um transtorno psicológico.

Quando a ansiedade interfere no sono, trabalho, relacionamentos ou rotina, uma avaliação profissional pode ser importante.

A psicoterapia pode ajudar a desenvolver maneiras mais flexíveis de lidar com incerteza, ansiedade e mudanças de vida.

A WYNEED Pode Ajudar

Morar longe do Brasil pode trazer oportunidades, mas também pode exigir uma grande capacidade de adaptação.

Na WYNEED, o atendimento psicológico online é voltado para brasileiros que vivem no exterior e desejam realizar psicoterapia em português.

O objetivo é oferecer um espaço profissional para compreender questões relacionadas à ansiedade, adaptação, relacionamentos, identidade, mudanças de vida e sofrimento emocional.

Se você vive no Japão ou em outro país e percebe que a ansiedade começou a ocupar espaço demais na sua rotina, procurar ajuda pode ser um passo importante.

Agende seu atendimento psicológico online e converse com uma psicóloga.

12

Sobre a Autora

Psicóloga Wenner Daniele

Wenner Daniele — CRP 24/01431 é psicóloga clínica, pesquisadora e fundadora da WYNEED.

Atua com adultos em questões relacionadas à ansiedade e ao sofrimento emocional, integrando conhecimentos de psicologia clínica e neurociência a uma prática baseada em evidências.

13

Como Este Conteúdo Foi Elaborado

Este artigo foi elaborado por Wenner Daniele, psicóloga clínica — CRP 24/01431, com finalidade educativa e informativa.

O conteúdo foi desenvolvido a partir de literatura científica sobre ansiedade, incerteza, migração, identidade étnica e saúde mental de brasileiros descendentes de japoneses no Japão.

As pesquisas utilizadas como referência são apresentadas ao final do artigo.

Este conteúdo não substitui avaliação psicológica, psiquiátrica ou médica individualizada.

14

Conclusão: Quando o Futuro Parece Incerto

Talvez você tenha mudado de país procurando uma vida diferente.

Talvez tenha encontrado oportunidades que nunca imaginou.

Talvez também tenha encontrado dúvidas que não estavam nos seus planos.

Isso não significa que você tenha escolhido errado.

A mente humana tenta antecipar o futuro porque essa capacidade nos ajuda a sobreviver. Mas ninguém consegue prever tudo.

Nem tudo que é incerto é perigoso.

E aprender a diferenciar essas duas coisas pode ser uma parte importante do caminho para recuperar tranquilidade, autonomia e qualidade de vida.

Às vezes, o primeiro passo não é descobrir exatamente para onde a vida vai.

É aprender a caminhar sem precisar ter todas as respostas.

15

Perguntas frequentes

Mas e quando não sabemos o que vai acontecer?

É justamente aí que a incerteza se torna importante.

O Que Pesquisas com Nipo-Brasileiros Encontraram?

Uma pesquisa publicada em 2022 investigou a saúde mental e a identidade étnica de jovens nipo-brasileiros que viviam no Japão.

E o Transtorno de Pânico?

A relação entre migração, identidade e sofrimento psicológico também aparece em pesquisas sobre nipo-brasileiros no Japão. Esse é um ponto central quando o tema é ansiedade na migração.

O Que Você Pode Fazer Quando Perceber Esse Ciclo?

Algumas estratégias simples podem ajudar a observar melhor o funcionamento da ansiedade.

Como a Psicoterapia Pode Ajudar?

A psicoterapia baseada em evidências pode trabalhar diferentes aspectos relacionados à ansiedade.

Cada leitura é um convite ao cuidado com a própria mente — o primeiro passo pode ser conversar.

Foto de Wenner Daniele, psicóloga clínica CRP 24/01431

Wenner Daniele

Psicóloga Clínica · CRP 24/01431

Falar com a psicóloga
  1. FUKUI, E.; UCHINO, T.; ONOZAKA, M.; et al. The Mental Health of Young Return Migrants with Ancestral Roots in Their Destination Country: A Cross-Sectional Study Focusing on the Ethnic Identities of Japanese–Brazilian High School Students Living in Japan. Journal of Personalized Medicine, v. 12, n. 11, 1858, 2022. DOI: 10.3390/jpm12111858.
  2. GRUPE, D. W.; NITSCHKE, J. B. Uncertainty and anticipation in anxiety: an integrated neurobiological and psychological perspective. Nature Reviews Neuroscience, v. 14, n. 7, p. 488–501, 2013. DOI: 10.1038/nrn3524.
  3. MIYASAKA, L. S.; CANASIRO, S.; ABE, Y.; OTSUKA, K.; TSUJI, K.; HAYASHI, T.; ANDREOLI, S. B.; NAKAGAWA, D.; SHIRAKAWA, I.; ATALLAH, A. N.; KATO, S. Migration and mental health: Japanese Brazilians in Japan and in Brazil. Brazilian Journal of Psychiatry, 2007. DOI: 10.1590/S0047-20852007000100011.
  4. MIYASAKA, L. S.; et al. Mental health of two communities of Japanese-Brazilians: a comparative study in Japan and in Brazil. Psychiatry and Clinical Neurosciences, v. 56, p. 55–64, 2002.
  5. TSUJI, K.; MIYASAKA, L. S.; OTSUKA, K.; HONDA, G.; KATO, S.; ABE, Y. Panic disorder cases in Japanese-Brazilians in Japan: their ethnic and cultural confusion. Psychiatry and Clinical Neurosciences, v. 55, n. 2, p. 127–130, 2001. DOI: 10.1046/j.1440-1819.2001.00799.x.
💬Fale conosco agora